Calcula-se que haja mais artistas em atividade hoje do que havia em todos os três séculos da Renascença.
Contudo, não seguimos mais uma única linha histórico-cronológica: vivemos uma nova situação, no qual já não existe tendência dominante. Hoje, tudo que podemos fazer é rastrear algumas das correntes principais.
A arte do século XX é quase indefinível, e ironicamente, podemos ver aí sua definição. Isso faz sentido porque vivemos num mundo em fluxo constante.
Tudo é completamente novo e inquietante, e a arte tem propensão natural a refletir essa situação.
Agora, a história da pintura perde temporariamente o rumo: ela vai ao encontro do desconhecido e do incerto. Só o tempo poderá revelar quais artistas contemporâneos perdurarão e quais não.
No trabalho a seguir pretendo falar de duas das diferentes correntes artísticas surgidas nas primeiras décadas do século XX nomeadamente o Cubismo e o Futurismo. Propondo uma visão geral de suas principais características, como surgiu e seus principais artistas.
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domingo, 25 de outubro de 2009
Cubismo e Futurismo
domingo, 18 de outubro de 2009
Apresentação de trabalhos de pesquisa
A intenção deste trabalho é abordar estes temas de uma forma ampla e um pouco simplificada, de modo que possamos ter uma visão geral de diferesntes movimentos da arte.
O Barroco europeu busca uma abordagem marcante que reflete a discussão entre o celestial e o terreno e visa uma fuga das simetrias e composições geométricas em favor da expressividade e do movimento, a arte ganha vida nos pincéis e mãos dos artistas da época.
Já o Rococó, embora a primeira vista lembre o Maneirismo, sua filosofia é bem diferente. Existe uma alegria na decoração carregada, na teatralidade, na refinada artificialidade dos detalhes, mas sem a dramaticidade pesada nem a reliosidade do Barroco
Estes foram, sem dúvidas grandes momentos da História da Arte, em destaque para o Barroco brasileiro que deixou marcas, influências e é apreciado até hoje, pelo mundo todo.
sábado, 17 de outubro de 2009
Período extenso e marcado pela diversidade.No século 7, surge a monodia( uma única linha melódica) do canto gregoriano - monodia que, sob uma forma profana, também será usada pelos trovadores.No século 12, com a Escola de Notre Dame(Paris) aparecem formas polifônicas(entrelaçamento de mais de uma melodia) nas quais Pérotin foi mestre.O aperfeiçoamento dos instrumentos, as exigências litúrgicas e o surgimento de um "mercado " formado pela nobreza feudal e pela burguesia mercantil das cidades determinaram a expansão da polifonia, com importantes contribuições de Machaut, Du Fay e Palestrina.
RENASCIMENTO 1400-1500
Foi um movimento que no começo dos tempos modernos procurou renovar as artes plásticas, as letras e também a organização política e econômica da sociedade. Sob o estímulo de novas necessidades, o homem passa a dedicar-se ao estudo das ciências exatas, aos conhecimentos de física,química, mecânica. O homem começa a criar, inspirando-se na natureza e seguindo o ritmo universal da vida. Aparecem, então, grandes escultores, sábios, poetas, músicos, arquitetos e cientistas como: MICHELANGELO, BRUNELLESCHI, LEON BATTISTA ALBERTI e LEONARDO DA VINCI. Na Renascença o centro das Artes é Roma sob o governo dos papas, mecenas das Artes.
Nessa fase da Renascença os artistas escolhem lindas mulheres para modelo como fez RAFFAELLO com a Fornarina, linda e robusta jovem, filha de um padeiro.A ciência do Renascimento é o Humanismo, quer dizer a ciência do homem. Como se sabe já havia sido descoberto o processo da pintura a óleo, quando só então existiam os afrescos.
Na Renascença desenvolve-se também a metalurgia, a arquitetura, a escultura. Constroem-se poderosos canhões, erguem-se belas estátuas. É o Renascimento impelido pela inteligência moderna.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Miguel Rio Branco - Barroco, fotografia cibachrome, políptico, 9x (80 x 80 cm), dimensão total 240 x 240 cm, 1998
terça-feira, 15 de setembro de 2009

O impressionismo tem uma história muito interessante: até o ano de 1863, só existia em Paris o Salão Oficial que se abria aos pintores a cada dois ou três anos. Como havia muitos artistas que não eram aceitos nesse Salão, Napoleão III, sobrinho de Napoleão Bonaparte, criou ao lado do Salão Oficial o Salão dos Recusados, afim de que os artistas pudessem expor os seus trabalhos. O imperador nem sabia que estava abrindo caminho para o Impressionismo. Acontece que no Salão Oficial estava repleto de obras medíocres. Mas uma chamou a atenção de todo o mundo: um quadro de Edouard MANET (1832-1883) chamado “Le Déjeuner sur I’Herbe”(Almoço no Campo). Em pouco tempo o nome de Manet corria por toda Paris e províncias onde falavam dele como um artista escandaloso. O nu de MANET despertou o protesto público escandalizado. Entretanto, dizem os críticos, o verdadeiro fator do escândalo não teria sido o nu e sim a técnica empregada pelos impressionistas que usavam cores claras, luminosas, radiantes, esplendorosas. Mas atenção: MANET apenas abriu caminho para o Impressionismo, mas ele não era impressionista.
Observando as obras de MANET, compreenderemos as concepções de claro e escuro, por exemplo: quando ele pintava um nu e queria fazer contraste com a mancha clara, ele pintava, ao lado, um homem de jaqueta negra, um gato preto, uma negra, que poderemos observar no quadro famoso “Olimpia”, motivo também de escândalo. Dizem que a negra que ele pintou ao lado do modela era brasileira.
“Le Déjeuner sur I’ Herbe” (Almoço no campo).Museu do Louvre, Paris(França)
Fonte:História da Arte para Crianças .Lenita Miranda de Figueiredo.4ªedição.Ed.Pioneira
sábado, 12 de setembro de 2009
Reflexões
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Reflexões sobre o livro: Cocchiarale, Fernando. Quem tem medo da arte contemporânea. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Massangana, 2006.
Como entender a arte contemporânea, e que caminho esta se seguindo? O autor critica a pratica da mediação onde há uma grande preocupação de como essa mediação irá se posicionar, pois esta pode ser induzida.
O problema é que essas pessoas usam um único verbo: entender. Entender significa reduzir uma obra à esfera inteligível.
Hoje em dia a formação de público tornou-se uma preocupação essencial. O público passou a ser visto como algo a ser permanentemente formado, sim.
A partir do Impressionismo, a arte moderna passou a refletir e a investigar de modo crescente seus próprios meios de produção.
Se a arte contemporânea da medo é por ser abrangente demais e muito próxima da vida.
Hoje a arte voltou a ser novamente desenvolvida em torno do conteúdo, coisa que o modernismo havia reduzido a quase nada em nome da reflexão normal.
As identidades no mundo contemporâneo não podem mais ser pensadas como uma plantação (onde cada planta tem sua raiz) porque ele esta em rede. Uma rede que migra de um canto para outro.
Todas as sociedades desenvolveram noções de pessoas diferentes umas das outras. A nossa desenvolveu a noção de pessoa ligada ao conceito de individuo como único.
No Renascimento arte e artesanato se separam, na consciência e na pratica dos artistas.
O Ready made nomeia a principal estratégia de fazer artístico do artista Marcel Duchamp. Essa estratégia refere-se ao uso de objetos industrializados no âmbito da arte, desprezando noções comuns a arte histórica como estilo ou manufatura ao objeto de arte e referindo sua produção primariamente à idéia.
O Ready made é uma manifestação ainda mais radical na intenção de Duchamp de romper com a artesania da operação artística uma vez que se trata de apropriar-se de algo que já esta feito, escolhe produtos industriais, realizados com finalidade prática e não artística (urinol de louça, pá, roda de bicicleta) e os leva a categoria de obra de arte.
Cerca de 140 anos mais tarde, Kant propôs uma noção de sujeito com uma função inerente a própria faculdade de conhecer, que se impõe o mundo, reconstruindo-o. A noção de sujeito cognitivo (aquele que conhece) que predominou em grande parte das teorias do conhecimento posteriores é de origem kantiana.
Neste sentido podemos explicar porque a pesquisa de um cientista não morre com ele. Seu pensamento e trabalho podem continuar por outros, pois se tratava de um trabalho cognitivo de um sujeito e não da expressão de vivencias pessoais.
O autor nos coloca uma série de pontos importantes sobre a relação das teorias de interpretação e analise da arte produzida com o objeto em si, salientando que tais teorias se modificam, emergem e se ultrapassam, mas a obra permanece como tal, apenas é vista por outra ótica. E essa ótica está ligada à subjetividade e a produção de conceitos do sujeito que analisa, por tanto há muitas possibilidades para o mesmo objeto, que faz no contexto de cada época.
Um paralelo entre a arte moderna e a arte contemporânea é estabelecido na leitura onde são feitas várias reflexões, dentre as quais faz se necessário salientar a construção desses dois movimentos históricos, enquanto o movimento moderno buscava racionalidade e funcionalibilidade, a arte contemporânea se faz na subjetividade e na fragmentação.
Outra questão importante, que o autor se refere é sobre o efeito da imagem e em diferentes épocas e como ela se constrói com o contexto envolvente.
Somos seres pós modernos, fragmentados e de certo modo “editados” e talvez próximos a estabelecer outras e novas normas éticas, estéticas e políticas, que sejam capazes de contemplar esse novo sujeito. E segundo o texto, a união do ser se faz pela junção das partes ou fragmentos que o sujeito é constituído.
A arte é o único espaço no mundo contemporâneo onde a lógica e a razão não são objetivos únicos e verdadeiros, onde a subjetividade, seja do artista ou do apreciador, são aceitos sem que se busque uma interpretação ideal para o objeto.
Tanto é que não temos mais um Professional ou um veículo específico que sirva como ditador de conceitos e classificações fixas. Porém, hoje contamos com vários critérios para análise, interpretação e produção de conceitos. Por outro lado, o curador, responsável pela criação de temos, seleções dos artistas e as obras, ganha papel de destaque no meio artístico, além de ter certo domínio na produção da arte.
Alguns jovens artistas, hoje, fazem uso apenas da sua subjetividade para produzir, distanciando-se da esfera coletiva, porém é necessária essa inserção do individual no coletivo para se fazer historia da arte.
O texto traz ainda que a arte contemporânea esteja baseada em “torno de atitudes, de certas crenças, de certas convergências subjetivas”, não mais à movimentos formais como na modernidade com os ismos, estamos em busca da diversidade.
domingo, 30 de agosto de 2009
Pintura de rua!
- Enquanto aguardávamos a entrada na exposição do MARGS, aproveitamos para conversar um pouco com artistas locais:


Flavio Porto, há 15 anos expõe na Praça. Seu trabalho é completo, começa desde a produção da tela até os últimos retoques na tinturas, seja em acrílico ou óleo. E gosto de trabalhar ali mesmo na Praça.


