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terça-feira, 15 de setembro de 2009






Marcel DUCHAMP(1887-1968)"Nu Descendo uma Escada".Museu de Filadélfia (Estados Unidos).

DUCHAMP era dadaísta e pintou este quadro futurista.Isso acontece muito na história da arte: um artista pertence a uma escola e pinta no estilo de outra.
Esse DUCHAMP era terrível. Certa vez enviou ao Salão dos Independentes de Nova Iorque uma privada como escultura com o nome de "Fonte". Como o júri recusou a peça, DUCHAMP demitiu-se da comissão julgadora.Em 1920, enviou a Monalisa com bigodes e cavanhaque a uma exposição de PAris. Embora a obra dadaísta de a impressão de uma atitude infantil, ela pretende, pela brincadeira, escárnio, acaso, intuição, ridicularizar a sociedade, a Arte e a cultura tradicionais.









Impressionismo 1874

O impressionismo tem uma história muito interessante: até o ano de 1863, só existia em Paris o Salão Oficial que se abria aos pintores a cada dois ou três anos. Como havia muitos artistas que não eram aceitos nesse Salão, Napoleão III, sobrinho de Napoleão Bonaparte, criou ao lado do Salão Oficial o Salão dos Recusados, afim de que os artistas pudessem expor os seus trabalhos. O imperador nem sabia que estava abrindo caminho para o Impressionismo. Acontece que no Salão Oficial estava repleto de obras medíocres. Mas uma chamou a atenção de todo o mundo: um quadro de Edouard MANET (1832-1883) chamado “Le Déjeuner sur I’Herbe”(Almoço no Campo). Em pouco tempo o nome de Manet corria por toda Paris e províncias onde falavam dele como um artista escandaloso. O nu de MANET despertou o protesto público escandalizado. Entretanto, dizem os críticos, o verdadeiro fator do escândalo não teria sido o nu e sim a técnica empregada pelos impressionistas que usavam cores claras, luminosas, radiantes, esplendorosas. Mas atenção: MANET apenas abriu caminho para o Impressionismo, mas ele não era impressionista.
Observando as obras de MANET, compreenderemos as concepções de claro e escuro, por exemplo: quando ele pintava um nu e queria fazer contraste com a mancha clara, ele pintava, ao lado, um homem de jaqueta negra, um gato preto, uma negra, que poderemos observar no quadro famoso “Olimpia”, motivo também de escândalo. Dizem que a negra que ele pintou ao lado do modela era brasileira.
“Le Déjeuner sur I’ Herbe” (Almoço no campo).Museu do Louvre, Paris(França)


Olympia

Fonte:História da Arte para Crianças .Lenita Miranda de Figueiredo.4ªedição.Ed.Pioneira

sábado, 12 de setembro de 2009

Reflexões

Relações do foco da exposição, visitada no MARGS, com o movimento do Realismo

O movimento do Realismo surgiu para romper um um mundo artístico estruturado na subjetivo e no mundo dos sonhadores, o movimento que antescedeu a ele, Romantismo. As características marcantes do Realismo são o compromisso com a realidade, não só nos traços perfeitos das obras, mas também nos temas escolhidos para ser retratados, como "os operários trabalhando", obra de Gustave Courbet.
A exposição se foca no auge do Realismo, no período em que se expande para o Continente Americano, especificamente nos EUA, devido ao exílio de muitos artistas europeus e seu alto desenvolvimento capitalista, que até hoje hoje não foi superado. E mostra que o realismo foi muito significativo e influenciou gerações e os movimentos subsequentes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Reflexões sobre o livro: Cocchiarale, Fernando. Quem tem medo da arte contemporânea. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Massangana, 2006.

"Quem tem medo da arte contemporânea?"

Como entender a arte contemporânea, e que caminho esta se seguindo? O autor critica a pratica da mediação onde há uma grande preocupação de como essa mediação irá se posicionar, pois esta pode ser induzida.
O problema é que essas pessoas usam um único verbo: entender. Entender significa reduzir uma obra à esfera inteligível.
Hoje em dia a formação de público tornou-se uma preocupação essencial. O público passou a ser visto como algo a ser permanentemente formado, sim.
A partir do Impressionismo, a arte moderna passou a refletir e a investigar de modo crescente seus próprios meios de produção.
Se a arte contemporânea da medo é por ser abrangente demais e muito próxima da vida.
Hoje a arte voltou a ser novamente desenvolvida em torno do conteúdo, coisa que o modernismo havia reduzido a quase nada em nome da reflexão normal.
As identidades no mundo contemporâneo não podem mais ser pensadas como uma plantação (onde cada planta tem sua raiz) porque ele esta em rede. Uma rede que migra de um canto para outro.
Todas as sociedades desenvolveram noções de pessoas diferentes umas das outras. A nossa desenvolveu a noção de pessoa ligada ao conceito de individuo como único.
No Renascimento arte e artesanato se separam, na consciência e na pratica dos artistas.
O Ready made nomeia a principal estratégia de fazer artístico do artista Marcel Duchamp. Essa estratégia refere-se ao uso de objetos industrializados no âmbito da arte, desprezando noções comuns a arte histórica como estilo ou manufatura ao objeto de arte e referindo sua produção primariamente à idéia.
O Ready made é uma manifestação ainda mais radical na intenção de Duchamp de romper com a artesania da operação artística uma vez que se trata de apropriar-se de algo que já esta feito, escolhe produtos industriais, realizados com finalidade prática e não artística (urinol de louça, pá, roda de bicicleta) e os leva a categoria de obra de arte.
Cerca de 140 anos mais tarde, Kant propôs uma noção de sujeito com uma função inerente a própria faculdade de conhecer, que se impõe o mundo, reconstruindo-o. A noção de sujeito cognitivo (aquele que conhece) que predominou em grande parte das teorias do conhecimento posteriores é de origem kantiana.
Neste sentido podemos explicar porque a pesquisa de um cientista não morre com ele. Seu pensamento e trabalho podem continuar por outros, pois se tratava de um trabalho cognitivo de um sujeito e não da expressão de vivencias pessoais.
O autor nos coloca uma série de pontos importantes sobre a relação das teorias de interpretação e analise da arte produzida com o objeto em si, salientando que tais teorias se modificam, emergem e se ultrapassam, mas a obra permanece como tal, apenas é vista por outra ótica. E essa ótica está ligada à subjetividade e a produção de conceitos do sujeito que analisa, por tanto há muitas possibilidades para o mesmo objeto, que faz no contexto de cada época.
Um paralelo entre a arte moderna e a arte contemporânea é estabelecido na leitura onde são feitas várias reflexões, dentre as quais faz se necessário salientar a construção desses dois movimentos históricos, enquanto o movimento moderno buscava racionalidade e funcionalibilidade, a arte contemporânea se faz na subjetividade e na fragmentação.
Outra questão importante, que o autor se refere é sobre o efeito da imagem e em diferentes épocas e como ela se constrói com o contexto envolvente.
Somos seres pós modernos, fragmentados e de certo modo “editados” e talvez próximos a estabelecer outras e novas normas éticas, estéticas e políticas, que sejam capazes de contemplar esse novo sujeito. E segundo o texto, a união do ser se faz pela junção das partes ou fragmentos que o sujeito é constituído.
A arte é o único espaço no mundo contemporâneo onde a lógica e a razão não são objetivos únicos e verdadeiros, onde a subjetividade, seja do artista ou do apreciador, são aceitos sem que se busque uma interpretação ideal para o objeto.
Tanto é que não temos mais um Professional ou um veículo específico que sirva como ditador de conceitos e classificações fixas. Porém, hoje contamos com vários critérios para análise, interpretação e produção de conceitos. Por outro lado, o curador, responsável pela criação de temos, seleções dos artistas e as obras, ganha papel de destaque no meio artístico, além de ter certo domínio na produção da arte.
Alguns jovens artistas, hoje, fazem uso apenas da sua subjetividade para produzir, distanciando-se da esfera coletiva, porém é necessária essa inserção do individual no coletivo para se fazer historia da arte.
O texto traz ainda que a arte contemporânea esteja baseada em “torno de atitudes, de certas crenças, de certas convergências subjetivas”, não mais à movimentos formais como na modernidade com os ismos, estamos em busca da diversidade.